terça-feira, 22 de dezembro de 2009
A história do coadjuvante que roubou a cena no Natal: Papai Noel

Olá.
O Natal, como sabemos originou-se do nascimento de Jesus Cristo. Desde então, os cristãos comemoram essa data. Posteriormente, como vemos nesse meu post do ano passado, o Natal foi institucionalizado arbitrariamente em 25 de dezembro, data em que até hoje festejamos o nascimento de Cristo. Maaaaaas, nesse meio tempo, também apareceu outra figura que, devido aos apelos consumistas que o Natal adquiriu ao longo dos anos, se tornou muito popular e recorrente nessa época, muitas vezes, se sobrepondo até ao próprio Jesus Cristo no "top of mind" natalino.
Maaaas, aí você deve se perguntar: "Ora, se o Natal é o nascimento de Cristo, de onde veio o tal Papai Noel?"
Bem, antes de entrar nesse assunto, vamos explicar o hábito de dar presentes.
Bem, na história do nascimento de Cristo, relembramos a história dos 3 reis magos, a saber: Melchior, Baltazar e Gaspar, segundo a tradição. O reis chegaram até Jesus ao ver a sua estrela no Oriente e partiram à sua procura. Ao encontrar Maria e o recém-nascido Jesus, cada rei ofereceu-lhe um presente: ouro, incenso e mirra. Daí vem o hábito de os familiares se presentearem no Natal. É claro que, ao longo dos anos, novos costumes derivaram desse, como o amigo-oculto e etc. Depois incorporou-se a ceia natalina e seus pratos típicos. Tudo em nome do sentimento de amor familiar, em uma alusão à sagrada família que se originou a partir do nascimento de Cristo (Maria, José e Jesus).
Ok, Welton. E onde o velho Santa entra nessa história?
Na verdade, Papai Noel nem sempre teve a imagem que temos dele hoje e ele se originou de uma pessoa real. Um senhor chamado Nicolau.
Nicolau era um senhor generoso da Turquia que era padre e virou bispo. Conta-se que ele tinha o costume de presentear as pessoas do lugar em que ele vivia na época do Natal, usando, inclusive, as chaminés para entregar os presentes. Quando se torno bispo, ele apresentava uma barba branca e roupa vermelha, aproximando-se da imagem que temos de Papai Noel hoje. Morreu o homem, mas criou-se o mito. Desde então, aquele lugarejo passou a ser atendido por um velhinho de barba branca, dando continuidade ao costume de Nicolau, que foi proclamado santo e criando definitivamente a figura de Papai Noel, que acabou se espalhando pela Europa e, com a colonização, pelo mundo inteiro.
No entanto, a imagem que temos do Papai Noel hoje foi construída pelo marketing e integrada à tradição.
A imagem do Papai que conhecemos hoje foi concebida por um cartunista chamado Thomas Nast. Ele criou o modelito vermelho com detalhes brancos e cinto preto. Posteriormente, a Coca-Cola Company decidiu, em uma campanha de Natal, utilizar essa imagem, aproveitando que o Papai Noel de Nast tinha as mesmas cores da logo da Coca. Com essa campanha da empresa de refrigerantes, a imagem que temos atualmente do bom velhinho foi popularizada e adotada oficialmente. Pronto, temos o mito e sua imagem presentes em todos os natais. Papai Noel se tornou popular, sobretudo, entre as crianças, que pedem todo o ano brinquedos e outros tipos de presente em troca de um bom comportamento durante o ano. Se tornou também um símbolo do consumismo que marca essa data, já que o bom velhinho é sempre associado aos presentes que se dão no Natal, mesmo quando os adultos já "não acreditam mais em Papai Noel".
Trata-se de um costume nobre doar e receber presentes no Natal. Contudo, o perigo é que esse costume caia no consumismo puro e simples, fazendo com que o verdadeiro sentido do Natal, que foi a aliança de Deus com a humanidade através do envio de seu filho entre nós seja esquecido. É interessante termos reunião de família, ceia, presentes, mas nunca podemos esquecer o porque fazemos isso.
No mais, Feliz Natal a todos.
E aqui vai uma pequena homenagem de Ora píulas! a ele:
Papai Noel filho da...
Abraço.
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